Essa pose de menina-meiga-santinha é só disfarce.
No fundo eu escondo o veneno alecrim-doce de uma mulher.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quem amamenta pode... tomar café?

A cafeína entra sim em sua corrente sanguínea, e uma parte acaba indo parar no leite materno. Ainda estão sendo realizadas pesquisas para definir qual é o limiar máximo ideal para o consumo de cafeína, mas já se sabe que a ingestão de mais de 400 mg de cafeína por dia faz mal. Por isso, é melhor restringir o consumo de cafeína ao máximo de 300 mg (mais ou menos quatro xicrinhas de café expresso) na fase de amamentação. 

Uma dose pequena de cafeína (como num copo de refrigerante, uma xícara de café ou de chá por dia) não vai afetar nem mãe nem bebê, mas uma quantidade maior que essa pode deixar você, ele ou vocês dois agitados, irritados ou com dificuldade para dormir. Vale lembrar que a sensibilidade de cada pessoa à cafeína varia muito. Você ou seu bebê podem ficar mais agitados com uma pequena dose, ou ser mais resistentes. 

Se você não consegue viver sem um café, faça o máximo esforço para tomar pelo menos oito copos de água por dia (algo que é essencial para quem está amamentando, tomando cafeína ou não). 

Se você observar que seu bebê está agitado, irritado ou com dificuldade de dormir, experimente passar alguns dias sem tomar bebidas com cafeína para ver se a situação melhora. Se melhorar, vale a pena fazer o sacrifício e cortar a cafeína até que o bebê tenha deixado definitivamente de mamar

Como vou saber quanto de cafeína há nas bebidas e comidas? 

No Brasil, os rótulos das bebidas e dos alimentos não trazem a quantidade de cafeína presente. A tabela abaixo mostra alguns exemplos de alimentos e bebidas que contêm a substância. 

É importante lembrar, porém, que as quantidades são variáveis. O cafezinho pode ser mais forte ou mais fraco, o chocolate, mais amargo ou mais doce (o mais amargo e escuro tem mais cafeína). O chimarrão, o chá preto e o chá verde têm mais cafeína, nessa ordem, que o chá mate e os chás de ervas. 

ItemQuantidadeCafeína
Cafezinho coado1 xícara de 50 ml25-50 mg
Cafezinho expresso1 xícara de 50 ml50-80 mg
Café instantâneo1 xícara de 80 ml60-70 mg
Capuccino1 xícara de 80 ml80-100 mg
Café descafeinado1 xícara de 50 mlMenos de 5 mg
Chá coado1 xícara de 180 ml30-100 mg
Chá gelado em lata1 lata de 355 ml70 mg
Chá preto de saquinho1 xícara com um saquinho10 mg
Refrigerantes à base de cola1 lata30-60 mg
Refrigerantes diet e light à base de cola1 lata40-70 mg
Refrigerantes à base de guaraná1 latamenos de 5 mg
Refrigerantes à base de limão1 lata0 mg
Bebidas energéticas1 lata de 250 ml80 mg
Chocolate60 g10-50 mg
Analgésico contendo cafeína1 comprimido30-65 mg

Quem amamenta pode... tomar uma cervejinha?

Isso depende de o quanto se bebe, e de quando se bebe. Os níveis de álcool no sangue (e no leite) geralmente ficam alterados mais de uma a uma hora e meia depois do último drinque, embora esse tempo (assim como o tempo que leva para o álcool se dissipar do sangue) varie de pessoa para pessoa. 


Assim como acontecia na gravidez, a ciência não tem como estabelecer níveis seguros para o consumo de álcool sem prejudicar o bebê. Por isso muitos especialistas recomendam que a mulher evite mesmo as bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas (de maior teor alcoólico), como pinga, vodca, uísque etc., e em especial se o bebê ainda só mamar no peito. 

Um gole de cerveja ou vinho de vez em quando não parece fazer mal ao bebê ou interferir na produção do leite a longo prazo. Mas um estudo apontou que crianças expostas regularmente (todos os dias) ao álcool através da amamentação nos primeiros três meses de vida têm uma leve, mas significativa, demora no desenvolvimento motor, embora outra pesquisa não tenha confirmado tal efeito. 

O que os estudos mostram de fato é que um bebê cuja mãe consumiu álcool recentemente acaba tomando menos leite. Grande consumo de álcool também pode deixar o bebê mole ou sonolento, algo que interfere em sua capacidade de sucção. Nos bebês que sofrem de refluxo, pode aumentar o risco de regurgitação. 

Outra consequência da bebida, mesmo em doses moderadas, é que ela pode atrapalhar a "descida" do leite. Já as doses maiores podem fazer com que a mãe não consiga cuidar direito do próprio filho. 

Se for beber, espere pelo menos duas horas por drinque consumido (150 ml de vinho ou uma lata de cerveja, por exemplo) antes de amamentar, para dar uma chance de o álcool se diluir. O melhor a fazer é beber bastante água nesse intervalo. 




É verdade que um copo de cerveja por dia aumenta a produção de leite? 

Não há dados científicos que provem essa crença popular de que aumenta a produção ou melhora a qualidade do leite, segundo Julie Mennella, pesquisadora do Monell Chemical Senses Center, nos Estados Unidos. A verdade é que não existem pesquisas sérias nessa área. 

O mais provável é que a única contribuição seja a ingestão de líquido. Há quem diga que a cerveja, assim como o alho, dá um gosto diferente ao leite, que agradaria ao recém-nascido, mas isso não passa de especulação. 

No fim do século 19, uma famosa cervejaria norte-americana fazia propaganda de que um determinado tipo de cerveja funcionava como "tônico" para as mulheres nutrizes, mas o que os cientistas sabem de fato é que uma alimentação balanceada, e não a cevada contida na bebida, é que é a chave para uma boa produção de leite. 

Embora os cientistas tenham descoberto que a cerveja aumenta os níveis de um hormônio necessário para a produção de leite, eles ainda não comprovaram que a cerveja em si ajude. Na dúvida, a cerveja sem álcool teria essa mesma propriedade, e é uma alternativa melhor para as mães que amamentam. 

Quem amamenta pode... comer chocolate?



Em princípio a mulher que amamenta pode comer chocolate. "Segundo o Ministério da Saúde, quantidades superiores a 400 gramas por dia podem causar irritabilidade ou aumento da peristalse do intestino do bebê" (ou seja, cólica e dor de barriga), diz Franz Novak, chefe do laboratório de controle de qualidade de leite humano do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, 


Como 400 gramas por dia é bastante chocolate (duas barras das grandes, ou 30 bombons Alpino), vai ser difícil você chegar perto desse limite. 

Mas cada criança é uma criança e existe a chance de o bebê apresentar alguma sensibilidade aos componentes do chocolate, principalmente se você estiver há bastante tempo sem comer chocolate e resolver tirar o atraso de uma vez só. 

"Se o chocolate já fizer parte da dieta da mãe, ela pode comer chocolate no período da amamentação, porque o bebê já conhece esse sabor", afirma a pediatra Isa Yoshikawa, do Banco de Leite Humano da Fiocruz. 

Resumo da ópera: se você está amamentando, coma chocolate como sempre comeu, sempre de olho em possíveis reações no bebê, como cólica e alergia.Agora, se você amamenta e até agora tinha aberto mão do chocolate, com medo de dar dor de barriga no nenê, vá voltando à guloseima bem aos pouquinhos, observando como a criança reage. Melhor não "chutar o balde" na Páscoa! 

Outro motivo para não abusar é a velha culpa de mãe: você perde o controle, come um monte de chocolate e depois o bebê chora sem parar. Pode até ter sido coincidência, mas você vai se sentir péssima, achando que é culpa sua. 

O especialista Franz Novak dá uma dica para não abusar: nunca, jamais coma chocolate de estômago vazio. "Você pode ter uma hipoglicemia de rebote e comer o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, e quando perceber terá devorado a caixa inteira." Prefira comer depois das refeições. O chocolate meio-amargo é considerado o mais saudável, por ter menos açúcar. 



E mande a culpa embora porque, no final das contas, chocolate faz bem. Tem a chamada "gordura do bem", que protege as artérias, além de vitaminas A, B, C, D e minerais como potássio, ferro e flúor etc., sem contar as substâncias que causam sensação de bem-estar e felicidade. Se seu filho não reclamar, você pode comer um pouco sem traumas. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

amamentação, você sabia que....

Eu estava lendo o fabuloso bog de uma colega de trabalho e achei muito interessante o q ela escreveu sobre a amamentação... então publiquei aqui de modo a incentivar as mamães a amamentarem corretamente.

você sabia que...

As mamadas devem acontecer em livre demanda (sempre que o bebê quiser) e pelo tempo que o bebê quiser. O leite materno tem composição diferente em uma mesma mamada, a saber:
1ª fase – O leite é mais “aguado”, transparente e tem maior concentração de água para que possa saciar a sede do bebê.
2ª fase – O leite começa a ter uma aparência mais esbranquiçada e há predominância de proteínas, necessárias para o desenvolvimento do organismo do bebê
3ª fase – O leite é mais “forte”, branco e há predominância de gordura, necessária para a saciedade e ganho de peso.
Na tentativa de tornar a explicação mais didática, alguns profissionais falam em leite anterior (1ª e 2ª fase) eo leite posterior (3ª fase), como mostra a imagem retirada do http://amamentartudodebom.blogspot.com .
Sabendo disso, e lembrando que cada bebê tem seu próprio padrão de sucção, me responda: Como é que você sabe que o seu bebê vai mamar as três fases em 15 minutos? Algumas pacientes deixam a maternidade orientadas a oferecer cada mama por 15 minutos, tendo como consequência:
1- O bebê pode não ter ganho de peso satisfatório;
2- O bebê pode querer mamar com mais frequência – a cada 30 minutos, por exemplo;
3- O bebê pode terminar a mamada e se mostrar saciado;
4- O bebê faz pouco xixi;
5- A coloração das fezes não acompanha os padrões de normalidade;
6- Pelo aumento da demanda as mamas podem ganhar algumas lesões;
7- Bebê parece sempre estar com fome e irritado – A pega pode não ser perfeita quando o bebê está estressado;
8- Por não esvaziar completamente as mamas, a produção de leite pode ficar comprometida – hipogalactia;
9- Não esgotar as mamas favorece o aparecimento de problemas como ingurgitamento e bloqueio de ductos;
10- Ooutros problemas físicos e emocionais...
Neste sentido mamãe, deixe o bebê sugar o tempo que ele desejar, até que se sinta saciado. Você vai sentir sua mama mais flácida, diferente de quando o bebê começou a mamar. Mesmo que ele tenha parado de sugar, ofereça a outra mama e inicie a próxima mamada pela que ele sugou por último, para garantir que o bebê receba as três fases completas, em todas as mamadas.
Esqueça o relógio, curta a amamentação, preste atenção na dinâmica entre você e seu bebê...estude as respostas de seu próprio corpo para os estímulos da sucção. Mais uma vez, eu grito: VÁ EM BUSCA DE INFORMAÇÃO , ESTUDE!...E, então, esteja pronta para ponderar tudo que escuta e lê.
Um beijo,
Grasielly Mariano – Enfermeira e Consultora em Amamentação

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Como se alimentar no período da amamentação


O que devo comer?

Continue a cultivar os hábitos saudáveis de alimentação que procurou ter durante a gravidez. Mantenha uma dieta rica em grãos e cereais integrais, frutas e verduras, e alimentos que sejam boas fontes de proteínas, cálcio e ferro. É claro que uma guloseima de vez em quando não faz mal a ninguém.

Enquanto estiver amamentando, tenha o hábito de comer um lanchinho nutritivo -- como uma vitamina de iogurte batido com frutas, uma barrinha de cereais ou uma torrada com queijo --, toda vez que for dar de mamar.

Beba bastante água para ajudar na produção de leite
O consumo de entre 8 e 12 copos de água por dia ajudará seu corpo a produzir a quantidade de leite necessária para o bebê.

A maioria das mães costuma sentir muita sede ao amamentar, então é sempre bom já ter à mão um copo de água ou suco ao se preparar para dar de mamar.



Cuidado com o que come e com o que bebe


Substâncias como cafeína e álcool podem passar da corrente sanguínea para o leite, por isso evite excessos. A nicotina dos cigarros também vai parar no leite.

Caso tenha que tomar alguma medicação, verifique com seu médico se é adequada para mães que amamentam.

Em pouco tempo, você vai perceber se algo que come ou bebe incomoda seu filho, já que isso provocará agitação, choro demais, dor de barriga ou uma péssima noite de sono.

Caso o bebê seja alérgico a algo que você consumiu, ele poderá ter uma reação cutânea, um incômodo respiratório (um barulho parecido com um apito ao respirar, ou congestão) ou fezes alteradas (verdes ou com muco). Se isso persistir, procure seu pediatra.


Algumas mulheres juram que comidas apimentadas irritam seus bebês, porém a melhor estratégia continua a ser a de tentativa e erro. Se você perceber que um prato cheio de alho ou um chocolate não perturbaram em nada seu filho, vá em frente.

Vale notar que entres os vilões mais comuns que causam cólica estão brócolis, feijão, repolho, cebola e leite de vaca.

Seu corpo precisará de mais ferro
Caso você tenha tomado suplemento de ferro durante a gravidez, talvez não precise de mais agora. Mas isso não é regra para todas as mães.

Muitas mulheres têm reservas baixas de ferro ao longo da vida fértil. Fale com seu médico sobre o que é melhor para o seu caso. E, se você continuar a tomar algum suplemento vitamínico, lembre-se de que ele não substitui uma dieta saudável.


Posso começar a fazer dieta enquanto amamento?


Perca peso aos poucos através de uma alimentação saudável combinada a uma rotina de exercícios físicos.

A perda rápida de peso pode representar um risco ao bebê, porque às vezes leva à liberação de toxinas -- normalmente armazenadas na gordura do corpo -- para a corrente sanguínea, elevando a quantidade dessas substâncias presentes no leite.

A amamentação por si só já ajuda a queimar a gordura da gravidez, por usá-la na produção do leite. A maioria das mães que amamentam pode perder cerca de meio quilo por mês simplesmente devido à demanda de energia do corpo para a fabricação do leite.

Conte que você vai levar de dez meses a um ano para voltar à forma de antes da gravidez. Se mesmo assim decidir moderar um pouco na alimentação, espere pelo menos o bebê completar um mês e meio. Uma alimentação deficiente nas primeiras semanas de lactação pode prejudicar a produção de leite.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

OS GASES EM BEBÊS (POR DR. GONZÁLEZ)



Tanto os bebês como os adultos podem ter gases no estômago ou no intestino (sobretudo no intestino grosso). Mas são duas questões completamente diferentes.

O gás encontrado no estômago é ar, ar normal e corrente que o indivíduo engoliu (é o que os médicos chamam aerofagia, engolir ar). Os bebês podem engolir ar ao se alimentar, ou ao chorar, também quando chupam dedo ou chupeta.

O gás que está no intestino é diferente, basta cheirá-lo para perceber. Contém nitrogênio do ar deglutido (o oxigênio foi absorvido pelo tubo digestivo) e gases que são produzidos no próprio intestino pela digestão de certos alimentos e que dão seu odor característico.

Quando um bebê engole muito ar, seria possível que soltasse muito “pum”, porém é mais fácil que o excesso saia por cima, com arrotos. Um excesso de gases no intestino é mais provável que seja proveniente da digestão que do ar deglutido. Quando o bebê não mama corretamente, porque está com a pega errada ou tem outra dificuldade, é possível que tome muita lactose e pouca gordura e a sobrecarga de lactose pode produzir um excesso de gases. Além disso, por estar com a pega errada, é provável que engula ar enquanto mama. Mas nem a pega incorreta é a principal causa dos gases, nem os gases são o principal sintoma da pega incorreta.


Os gases em excesso no intestino só podem ser eliminados sob a forma de “pum” . Por sorte, não podem fazer o caminho inverso e sair pela boca.

É mais fácil eliminar o ar do estômago (quer dizer, arrotar) em posição vertical que em posição horizontal. Como nossos antepassados estavam sempre no colo de suas mães, em posição mais ou menos vertical, não deviam ter muito problema. No século passado o uso das mamadeiras e dos berços ficou generalizado. Com a mamadeira, o bebê pode engolir muito ar, e no berço é difícil soltá-lo; por isso parecia importante colocar o bebê para arrotar antes de colocá-lo no berço.

Contudo, não parece que os gases incomodam os bebês, salvo em casos extremos. Muita gente pensa que a principal causa do choro em bebês pequenos seja os gases; e muitos dos medicamentos que ao longo do tempo se tem recomendado para a cólica do lactente se supunha que ajudavam a expulsá-los (esse é o significado da palavra carminativo), ou para evitar a formação de bolhas (nunca entendi o porquê, mas sim, algumas gotas para cólicas são antiespumantes).


Nem todos estão de acordo com a causa das cólicas (mais adiante explicarei minha teoria favorita), mas parece que não restam mais defensores sérios da teoria dos gases. Há muitos anos, quando não se sabia que o excesso de raio x era maléfico e se faziam radiografias por qualquer bobagem, alguém teve a idéia de fazer radiografias dos bebês que choravam (o gás é visto perfeitamente como uma grande mancha negra na radiografia). Comprovou-se que os bebês têm poucos gases quando começam a chorar, porém muitos gases quando levam um tempo chorando. O que ocorre é que engolem ar ao chorar, e como não podem chorar e arrotar ao mesmo tempo, vão acumulando gases até que param de chorar. A mãe costuma explicar assim: “Pobrezinho, estava chorando muito porque estava cheio de gases. Peguei, dei uns tapinhas, ele, conseguiu arrotar e melhorou”. Na realidade, a interpretação correta seria: “Pobrezinho, chorava porque estava com saudade de mim. Quando peguei ele no colo e fiz carinho, ele se tranquilizou e deu um arroto enorme com todo o ar que tinha engolido enquanto chorava”.

Acho que isso explica a importância do arroto no século passado. Quando a mãe tentava colocar o bebê no berço logo após acabar de mamar, o bebê chorava desesperado. Em vez disso, se ficasse com ele no colo e o embalasse um pouco antes de colocá-lo no berço, era mais fácil que o bebê se traquilizasse e dormisse. Durante esse tempo que estava nos braços, claro, o bebê arrotava. E como ninguém queria reconhecer que o colo da mãe era bom para o bebê (como vai ser bom? O colo da mãe é mau, estraga, o bebê não tem que ficar no colo, ou ficará manhoso!), preferiram pensar que era o arroto, e não a presença da mãe, que havia feito o milagre.

A verdade é que muitas mães modernas têm a ideia de que o arroto é importantíssimo, fundamental para a saúde e bem estar do seu filho. Tem que arrotar custe o que custar. Mas os bebês amamentados, se mamaram corretamente, não engolem quase nada de ar (os lábios se fecham hermeticamente sobre o peito, razão pelo qual o ar não entra; e dentro do peito não tem ar, ao contrário da mamadeira). Muitas vezes, os bebês de peito não arrotam depois de mamar. Por outro lado, quando estão com a pega errada, é possível que engulam ar, fazendo um barulho como de beijinhos, porque fica uma frestinha entre os lábios e o peito.

Uma vez uma mãe me explicou que seu filho custa a arrotar, que tem de ficar uma hora dando

tapinhas nas costas, que ele chora, inclusive,de tão mal que fica, até que por fim pode eliminar os gases. Pobre criatura, o que acontece é que não tem gases para eliminar; chora de tantos tapinhas e voltas que dão com ele, e ao final elimina o ar que engoliu enquanto chorava.

Não fique obsessiva com o arroto. Depois de mamar, é uma boa ideia deixar o bebê por um tempo no colo. Isso ele vai gostar. Se nesse tempo eliminar os gases, está bem. E se não, pode ser que não tenha gases. Não lhe dê tapinhas nas costas, não lhe dê camomila, nem erva-doce, nem água, nem nenhum remédio para gases (nem natural nem artificial, nem alopático nem fitoterápico, nem comprado, nem o que tenha em casa.

http://gravidezematernidade.com.br/2011/05/11/os-gases-em-bebes-por-dr-gonzalez/

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