quinta-feira, 27 de agosto de 2015
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Renovada... me sinto muito bem.
Depois de uma temporada longe... cá estou.
Me sinto muito bem depois de todo este tempo me recuperando e "MIM".
Consigo dormir sem medicação voltei a pintar e produzir... e a plantar.
Verdade. Para quem não conseguia manter um cacto vivo; HURUUUUUUUU
Minhas plantas estão fabulosas... estou até vendendo as mudas!
YES!
Me sinto muito bem depois de todo este tempo me recuperando e "MIM".
Consigo dormir sem medicação voltei a pintar e produzir... e a plantar.
Verdade. Para quem não conseguia manter um cacto vivo; HURUUUUUUUU
Minhas plantas estão fabulosas... estou até vendendo as mudas!
YES!
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Insônia
Dormia, porque era de graça... agora nem isto.
Com a idade chega a insônia e você se obriga a tomar remédio para conseguir pegar no sono.
Para poder comprar este remédio precisa de receita, que necessita de uma consulta médica e tudo tem que ter grana para conseguir...
então hoje para quem tem INSÔNIA....
Dormir, não é mais de graça.
Custa caro, e muito caro.
Bons sonhos para quem ainda pode dormir de graça.
Elaine
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Como dores de parto em doses diárias....
Aprenda uma coisa:
Não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-la e magoá-la profundamente de vez em quando e você precisará perdoá-la por isso, ... então... nunca aposte tudo em alguém, a decepção será tremenda. Ninguém é digno de confiança, pois nenhum remédio ou psicoterapia é capaz de restaurar verdadeiramente o que ficou perdido. E acredite ou não, isto fará você sofrer dores maiores que as de parto, pois elas virão fracionadas em doses diárias de sofrimento, perseguição, rancor, ódio, possessão, e você nunca mais conseguirá sentir o que era nobre, perfeito, alegre e autêntico. E isto te consumirá e consumirá sua relação, sua família e sua vida por completo. Tudo porque? Porque investiu errado, porque apostou as melhores coisas que tinha em um ser humano e não em Deus.....
Não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-la e magoá-la profundamente de vez em quando e você precisará perdoá-la por isso, ... então... nunca aposte tudo em alguém, a decepção será tremenda. Ninguém é digno de confiança, pois nenhum remédio ou psicoterapia é capaz de restaurar verdadeiramente o que ficou perdido. E acredite ou não, isto fará você sofrer dores maiores que as de parto, pois elas virão fracionadas em doses diárias de sofrimento, perseguição, rancor, ódio, possessão, e você nunca mais conseguirá sentir o que era nobre, perfeito, alegre e autêntico. E isto te consumirá e consumirá sua relação, sua família e sua vida por completo. Tudo porque? Porque investiu errado, porque apostou as melhores coisas que tinha em um ser humano e não em Deus.....
sábado, 16 de junho de 2012
Um dia aprendemos que...
Depois de algum tempo vc aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão
e acorrentar uma alma.
E vc aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança;
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, poque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
Aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo e magoá-lo profundamente de vez em quando e você precisará perdoá-la por isso, ... (nunca aposte tudo em uma pessoa, a decepção será tremenda. Ninguém é digno de confiança. )
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; (talves nem todos os anos da vida serão suficientes para reconstruir uma relação de confiança)
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se;
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou;
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
E vc aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança;
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, poque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
Aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo e magoá-lo profundamente de vez em quando e você precisará perdoá-la por isso, ... (nunca aposte tudo em uma pessoa, a decepção será tremenda. Ninguém é digno de confiança. )
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; (talves nem todos os anos da vida serão suficientes para reconstruir uma relação de confiança)
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se;
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou;
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Estou numa fase de aridez espiritual... é como se Deus estivesse se silenciado para tudo e todos... e com isso pereço nestes dias de deserto. Agora é a hora do "vamos ver" tipo Tomé, se Deus age na aridez, chegou a minha vez?
Espero neste tempo de aridez, que Deus, faça o que a 'Santa Bupropiona e o Santo Amato' não podem fazer por mim...
Orações sempre são bem vindas, já que por minhas limitações não tenho forças para orar.
Espero neste tempo de aridez, que Deus, faça o que a 'Santa Bupropiona e o Santo Amato' não podem fazer por mim...
Orações sempre são bem vindas, já que por minhas limitações não tenho forças para orar.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Gostaria de ter o poder de apagar mágoas e ressentimentos, excluir e deletar coisas do meu coração, da minha mente e da minha alma como faço em meu notebook. Deletar todas as premissas e pensamentos que invadem diariamente meus pensamentos sem permissão, tranzendo o ranço amargo de toda a decepção e desilusão. Sentimentos confusos. Se eu tivesse o poder se limpar marcas profundas ....
...
mas isto está além de minhas pequeninas forças.
Por mais que eu tente e me esforce é tudo em vão.
Agora vou concentrar minhas forças em apenas parar de me importar.
Vou mudar o foco.
Já que perdoar é uma coisa impossível, acredito que eu consiga tentar simplesmente esquecer.
E pare de dar importância.
É uma tentativa de ser feliz.
Rogo a Santa Bupropiona e a Santo Amato,
que estejam fortes comigo na causa..... vai lá bipo.
...
mas isto está além de minhas pequeninas forças.
Por mais que eu tente e me esforce é tudo em vão.
Agora vou concentrar minhas forças em apenas parar de me importar.
Vou mudar o foco.
Já que perdoar é uma coisa impossível, acredito que eu consiga tentar simplesmente esquecer.
E pare de dar importância.
É uma tentativa de ser feliz.
Rogo a Santa Bupropiona e a Santo Amato,
que estejam fortes comigo na causa..... vai lá bipo.
domingo, 3 de junho de 2012
A importância do cafézinho
Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou.
Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido a sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde.
Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer ... !!!
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários?
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles!
Mas, no dia em que eu comi o que servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!
Experimenta também comer professor para ver quanta gente vai gritar!!!
Não por sentir falta do professor, mas por não ter quem fique com as crianças !!!!!!!!!!!
Recebi esta mensagem por e-mail de uma amiga queridíssima... Paty Benner, melhoras.
sábado, 2 de junho de 2012
Quanto tempo precisamos para apagar as palavras?
Ou será que precisamos de ação para apagá-las?
Ou o fogo pode queimá-las?
Tentarei uma resposta.
Afirmo, pois, que as palavras não nos pertence, sendo
Assim, elas têm vida própria, uma vida secreta talvez.
Surgem no instante incalculável, naquele momento que o coração
Parece ter parado de bater.
Inútil ignorá-la, inútil despejar nela nossa raiva ou desprezo. Elas, as palavras,
São inabaláveis pois, transcendem o real, tentam apenas uma falha metáfora da perfeição.
Porque perfeito não é o que se vê ou o que se move. Perfeito, é o que se sente quando se vê.
É a projeção pura idealizada apenas nos desejos mais singelos de quem contempla a coisa amada.
Ama-se então uma ilusão? Não. Ama-se o verbo, que torna indefectível o ser corrupto que habita na matéria, ama-se o amálgama do imaginário com o real.
E quando tentamos destruir a ilusão, eis que damos força àquelas conjunções, verbos, preposições, adjetivos e substantivos. E é quando percebemos que realmente o que foi dito ao pé do ouvido, em voz branda, ou o que foi escrito com débeis letras, em papel diáfano, queria apenas voltar para aquele lugar de onde veio: o lugar secreto, o lugar onde tudo tem uma nova cor, onde a ilusão é a realidade e a mentira é a verdade, este lugar, é a retina do observador que ousa apenas com palavras se aproximar de você.
Ou será que precisamos de ação para apagá-las?
Ou o fogo pode queimá-las?
Tentarei uma resposta.
Afirmo, pois, que as palavras não nos pertence, sendo
Assim, elas têm vida própria, uma vida secreta talvez.
Surgem no instante incalculável, naquele momento que o coração
Parece ter parado de bater.
Inútil ignorá-la, inútil despejar nela nossa raiva ou desprezo. Elas, as palavras,
São inabaláveis pois, transcendem o real, tentam apenas uma falha metáfora da perfeição.
Porque perfeito não é o que se vê ou o que se move. Perfeito, é o que se sente quando se vê.
É a projeção pura idealizada apenas nos desejos mais singelos de quem contempla a coisa amada.
Ama-se então uma ilusão? Não. Ama-se o verbo, que torna indefectível o ser corrupto que habita na matéria, ama-se o amálgama do imaginário com o real.
E quando tentamos destruir a ilusão, eis que damos força àquelas conjunções, verbos, preposições, adjetivos e substantivos. E é quando percebemos que realmente o que foi dito ao pé do ouvido, em voz branda, ou o que foi escrito com débeis letras, em papel diáfano, queria apenas voltar para aquele lugar de onde veio: o lugar secreto, o lugar onde tudo tem uma nova cor, onde a ilusão é a realidade e a mentira é a verdade, este lugar, é a retina do observador que ousa apenas com palavras se aproximar de você.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Borboletas
Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
O problema é que confiança não cresce como as unhas,,.!
Eu preciso aprender a ser menos.
Menos dramática.
Menos intensa.
Menos exagerada.
Alguém já desejou isso na vida: ser menos?
Pois é. Estranho.
Mas eu preciso.
Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração,
me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma.
Porque eu
preciso. E preciso muito.
Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar
na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma.
Eu
preciso respirar.
Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do
meu coração que quer muito.
Eu preciso desatar o nó.
Eu preciso sentir menos,
sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda.
Aonde está a placa de PARE bem no
meio da minha frase?
Confesso: eu não consigo.
Nada em mim pára, nada em mim é
morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me
chama.
E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a
dúvida, a coragem e o medo, mas vou...
Não digo: "estou indo", não digo: "daqui
a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para
não-sentir?
Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me
calar a alma e deixar mudo o pensamento?
Quer saber?
Existe.
Existe e eu
preciso.
Preciso e não quero.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
O corpo reage ao coração ou reage à mente?
Estou tão cansada.
Quase não tenho força.
Hoje estou naqueles dias em que dá vontade de dormir e acordar dez anos depois.
Você já ouviu falar em sono reparador?
Queria dormir e acordar dez anos mais linda e dez anos mais burra.
Interessa a você saber que estou apaixonada?
Impressionante como essa palavra acorda os outros. Eu estou apaixonada, mas não é por uma pessoa. Estou apaixonada pela lembrança de algo leve, solto e rápido, como uma bola de gás que escapa da nossa mão e passa a ficar cada vez menor e mais distante.
Estou apaixonada pelo impacto da vida, por um tiro certeiro e bem mirado, pelo arrebatamento provocado pelo descuido das minhas defesas.
Quem está no comando dentro de mim?
Eu acreditava no amor.
Toda mulher romântica é uma idosa. Não acredito que eu tenha caído nessa cilada, me apaixonar por uma situação. Por que não estou apaixonada por alguém, estou apaixonada por algo.
Algo completamente inatingível.
Totalmente utópico.
Estou apaixonada por marcar encontros, por receber mensagens safadas, emails, por estacionar olhando pros lados, temendo ser reconhecida. Apaixonada por romances vendidos em banca. Apaixonada pelo xerife que dava liberdade condicional ao meu lado fora-da-lei.
O xerife desistiu da brincadeira, e eu precisei voltar pra minha prisão domiciliar.
Sempre fui muito exigente.
Quero o circo todo a que tenho direito: sedução, fantasia, tempo.
Quero um romance longo, quero intimidade.
Exijo fidelidade de mim, do xerife e dela.
Algumas atitudes quebram acordos, trazem desconfianças e gera infidelidade.
Eu sempre disse isso, desde quando me casei aos 20 anos de idade. Fidelidade é mais que sexo. Ser fiel diz mais ao modo de agir e pensar. Ser fiel é saber respeitar. E nisto eu sou exigente. E ela o que acha?
Quem está no comando?
Ela ou eu?
Quase não tenho força.
Hoje estou naqueles dias em que dá vontade de dormir e acordar dez anos depois.
Você já ouviu falar em sono reparador?
Queria dormir e acordar dez anos mais linda e dez anos mais burra.
Interessa a você saber que estou apaixonada?
Impressionante como essa palavra acorda os outros. Eu estou apaixonada, mas não é por uma pessoa. Estou apaixonada pela lembrança de algo leve, solto e rápido, como uma bola de gás que escapa da nossa mão e passa a ficar cada vez menor e mais distante.
Estou apaixonada pelo impacto da vida, por um tiro certeiro e bem mirado, pelo arrebatamento provocado pelo descuido das minhas defesas.
Quem está no comando dentro de mim?
Eu acreditava no amor.
Toda mulher romântica é uma idosa. Não acredito que eu tenha caído nessa cilada, me apaixonar por uma situação. Por que não estou apaixonada por alguém, estou apaixonada por algo.
Algo completamente inatingível.
Totalmente utópico.
Estou apaixonada por marcar encontros, por receber mensagens safadas, emails, por estacionar olhando pros lados, temendo ser reconhecida. Apaixonada por romances vendidos em banca. Apaixonada pelo xerife que dava liberdade condicional ao meu lado fora-da-lei.
O xerife desistiu da brincadeira, e eu precisei voltar pra minha prisão domiciliar.
Sempre fui muito exigente.
Quero o circo todo a que tenho direito: sedução, fantasia, tempo.
Quero um romance longo, quero intimidade.
Exijo fidelidade de mim, do xerife e dela.
Algumas atitudes quebram acordos, trazem desconfianças e gera infidelidade.
Eu sempre disse isso, desde quando me casei aos 20 anos de idade. Fidelidade é mais que sexo. Ser fiel diz mais ao modo de agir e pensar. Ser fiel é saber respeitar. E nisto eu sou exigente. E ela o que acha?
Quem está no comando?
Ela ou eu?
Quando eu estou no comando, pinçaria do meu caderninho meia dúzia de frases que liquidariam a questão. "Foi bom enquanto durou". "O destino sabe o que faz". "Tudo tem seu preço". "O show deve continuar". Este tipo de clichê.
Mas quando ela está no comando e como nunca quer voltar pra cela. Acaba sempre em Rebelião no presídio feminino: ela fugiu do meu controle.
Ela é romântica como uma adolescente.
Visceral.
Caótica.
Ela chora como uma menininha.
Cria diálogos tão convincentes durante suas madrugadas insones que chega a acreditar que eles aconteceram.
Viajandona.
Doce.
Áspera.
Virginal.
Ela me enlouquece.
Ela determina a hora de voltar pra casa, e eu aguardo por ela com uma ansiedade quase sexual.
Quem está apaixonada? Ela? Eu? Ou tudo não passa de um sentimento solto, sem dono, caçoando de todos nós?
texto original Martha Medeiros este foi readaptado para minha realidade.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Dia de flor murcha
Todos nós temos dias de flor murcha.
Hoje é o meu.
Dia em que pisamos numa pedra e cortamos o pé, batemos com a cabeça, falamos besteira ou deixamos de falar o que devíamos. Dias de palavras truncadas, suspiros ansiosos, inseguranças.
Qualquer coisa dessas - a lista seria imensa - faz de nós frágeis e quase despetaladas flores, mesmo que contra nosso desejo. É tão fácil se abater, e esse efeito acaba tomando a força de uma bola de neve.
Dentre as cenas da natureza, essa é uma das que mais me comove. Depois de exibir tenras pétalas coloridas, atrair insetos com seu pólen, e do alto do seu talo exalar um suave perfume, uma flor rapidamente murcha e se vai. A sequência pode parecer comum a nós também, mas com ela acontece de forma tão rápida para o nosso tempo, que faz com que eu me impressione.
A grande vantagem de não sermos literais flores é o fato de podermos nos reerguer. Passada a recaída, conseguimos firmar as pétalas, eriçar o talo, e exalar novamente o perfume.
Viva o amanhã.
Escrito por Luna
sexta-feira, 16 de março de 2012
A vida em uma montanha russa
Transtorno bipolar: a vida na montanha russa
Primeiro a angústia, o desânimo, a falta de vontade de se levantar da cama. Depois, vêm a animação, extrema autoconfiança, sensação de poder, vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. A primeira impressão é que essas sensações são de duas pessoas, uma depressiva, outra eufórica.
Mas, na verdade, trata-se do mesmo homem ou mulher – alguém que sofre de transtorno bipolar de humor, doença psiquiátrica que atinge cerca de 3% da população mundial, caracterizada por oscilações abruptas de humor, com episódios de depressão e de mania (o oposto da depressão).
A doença mental está entre as dez que mais afastam os brasileiros do trabalho. Ocupa o terceiro lugar na lista, depois da depressão e da esquizofrenia, conforme levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em novembro de 2007.
“O humor é o pano de fundo da nossa vida emocional. Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa. O humor pode oscilar muito e de forma muitas vezes independente do que ocorre ao redor. Os acontecimentos influenciam de forma nem sempre previsível. Se morre alguém, imagina-se que a pessoa fique triste, mas o bipolar pode entrar numa crise de euforia, ficar ‘elétrico’, ou mesmo irritável e não porque não gostava da pessoa, mas porque o estresse desencadeou uma instabilidade da doença. Por isso, o transtorno é imprevisível”, explica Sérgio Nicastri, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa
Uma das principais evidências de que a doença está relacionada às reações químicas do cérebro é que os remédios dão resultado. Entretanto, o mecanismo de funcionamento da doença é um processo extremamente complexo. Ainda não há certezas sobre neurotransmissores ou reações químicas que estejam envolvidas no desencadeamento da doença. O que se sabe é que alterações da serotonina e da noradrenalina cerebrais estão relacionadas à depressão e a dopamina é o neurotransmissor mais relacionado aos episódios de mania.
Gangorra de sentimentos
Não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo
“Não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo o que estivesse fazendo e sair correndo para casa. Porque era insuportável continuar. Eu me jogava na cama e apertava o edredom contra meu peito, a sensação era que ele estava completamente aberto, sem nenhum tipo de proteção e coisas poderiam escapulir dali. Doía muito e o cobertor me dava segurança. Pouco depois, soube que isso se chamava angústia.”
Esse é um trecho do livro Não Sou Uma Só: Diário de Uma Bipolar, de Marina W. (editora Nova Fronteira). Trata-se de uma autobiografia que traz as alegrias e as angústias dessa jornalista, que só descobriu ser bipolar depois de casada e mãe de dois filhos, segredo guardado por ela durante mais de 20 anos. O diagnóstico tardio, inclusive, é um dos principais problemas no tratamento. Ainda é muito comum o paciente ser visto apenas como depressivo quando, na verdade, vai de um extremo a outro.
A transição abrupta entre as fases depressivas e maníacas é chamada pelos médicos de virada de humor. Os episódios de mania e depressão podem variar em dias, semanas ou até meses. “Os bipolares também têm fases de normalidade”, afirma o dr. Nicastri.
Durante a depressão, as sensações são de diminuição da energia, redução ou até incapacidade de sentir prazer, melancolia, desesperança e pensamentos pessimistas ou negativos, que podem incluir a idéia de suicídio. Os episódios de mania geralmente envolvem sensação aumentada de energia e poder, aceleração da velocidade do pensamento, diminuição da necessidade de sono, idéias de grandiosidade e comportamentos desinibidos e pouco críticos, que podem resultar em gastos excessivos, por exemplo. Muito do que se faz nessa fase, os bipolares nem sequer sonhariam em fazer no estado normal de humor.
Para desencadear uma crise não há motivos ou situações específicas. O estopim pode estar relacionado ao estresse, tanto positivo quanto negativo. Perder o emprego, separar-se ou mesmo casar-se e receber uma promoção no trabalho podem ser fatores com potencial para provocar uma crise de mania ou depressão. “Nos pacientes em tratamento, o uso irregular ou mesmo a interrupção da medicação são um fator importante para que novos episódios da doença voltem a se manifestar”, enfatiza o dr. Nicastri.
Diagnóstico na balança
Existe uma tendência de que, em uma mesma família, haja várias pessoas com diagnóstico da doença, o que sugere uma grande participação genética nesse transtorno. Entretanto, ainda não há comprovações científicas. Os fatores ambientais também interferem na manifestação do problema.
O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores
“O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores”, explica o psiquiatra. Hoje, o ritmo de vida é mais acelerado, o acesso e o consumo de substâncias lícitas e ilícitas que interferem no humor são mais fáceis, por exemplo.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para o paciente, sua família e amigos. O fato é que alguém que tenha depressão vai procurar ajuda porque se sente mal. Porém, a pessoa que passa por crises de euforia sente-se muito bem – até demais – para achar que esse estado inspire cuidados médicos. Isso pode atrasar a procura por ajuda e, conseqüentemente, o tratamento.
É uma barreira explicar e convencer alguém de que aquele estado de energia intensa, por mais agradável que pareça, é uma doença, por conta dos riscos a que a pessoa se expõe, como a impulsividade que leva a comportamento sexual desinibido, entre outros atos impensados.
Familiares e amigos podem ajudar o psiquiatra nesses casos, sinalizando comportamentos não habituais. Nos casos de gradação leve da doença, a chamada hipomania – quando o paciente é tímido e se torna extrovertido, por exemplo –, quem convive com a pessoa deve sinalizar ao médico que normalmente ela não se comporta daquela maneira. Entretanto, para o paciente é difícil perceber que essas mudanças no comportamento são manifestações do transtorno, mesmo que em grau leve.
Embora a doença apareça mais frequentemente no fim da adolescência ou início da vida adulta, crianças e adolescentes também podem sofrer com esse transtorno. Nos EUA, o número de diagnósticos de bipolaridade entre crianças e adolescentes cresceu 40 vezes na última década. A hipótese para esse aumento é a maior conscientização de médicos sobre o transtorno ou ainda um possível excesso de diagnóstico, em que uma criança mal-humorada pode ser tratada como doente.
Medicamentos e terapia: o caminho para uma vida normal
Assim como uma série de outras doenças, o transtorno bipolar não tem cura, mas controle. É como ter hipertensão ou diabetes: a doença continua ali, mas o paciente aprende a reconhecer sinais, controlar e conviver com ela, enquanto leva uma vida normal. “Queremos que o paciente seja o gerente de sua saúde para reconhecer uma estabilidade ou piora da doença, além de tomar os remédios corretamente”, esclarece o dr. Nicastri.
Os medicamentos mais utilizados atualmente são o lítio e alguns anticonvulsivantes, pois mostram bons efeitos na estabilização do humor. Algumas vezes, podem ser indicados também antidepressivos, mas com ressalvas porque podem, em vez de trazer o paciente para um estado de normalidade de humor, induzir à crise de euforia. Medicamentos conhecidos como antipsicóticos, sobretudo alguns desenvolvidos mais recentemente, têm sido empregados como estratégia para obter a estabilização de humor.
O lítio, primeiro estabilizador de humor, descoberto na década de 1970, ainda é largamente utilizado. Essa substância foi consagrada porque – além de tratar o transtorno bipolar – é capaz de prevenir novas crises. O problema é que se trata de uma substância potencialmente tóxica, o que torna a monitoração da sua quantidade no sangue fundamental para a segurança do tratamento.
Além dos medicamentos, a terapia pode ajudar a pessoa a entender que tem uma doença e a aceitar o tratamento. É dar-se conta de como funciona o transtorno e saber diferenciar o que é normal do que foge do controle.
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