Essa pose de menina-meiga-santinha é só disfarce.
No fundo eu escondo o veneno alecrim-doce de uma mulher.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vida sexual: como ela fica após o nascimento dos filhos?

O nascimento dos filhos é um momento importante e muito aguardado por qualquer casal.
É quando uma nova vida, literalmente, começa para todos na casa. Estas novidades, entretanto, podem mudar de forma definitiva a rotina sexual dos parceiros. E apenas com paciência e muito diálogo este contratempo pode ser resolvido.

Para Luciana Amadi, psicóloga com experiência em sexualidade humana e especializada em psicodrama, isso deve ser encarado com paciência e sensibilidade. “Se o casal possui uma vida sexual satisfatória antes do nascimento do bebê, a vida sexual sofrerá menos com a chegada do novo integrante da família”, afirma. Ela ressalta, porém, que o excesso de trabalho da mulher neste período e a dedicação ao filho acabam sendo naturalmente prioritários. “Além disso, o efeito da prolactina, hormônio responsável pela produção de leite materno, influencia diretamente a produção de testosterona na mulher, este último responsável pelo desejo sexual.”, explica.

Normalmente, os médicos liberam clinicamente as novas mamães para o sexo após 40 ou 60 dias do parto. Entretanto a preparação física para o sexo não corresponde diretamente à preparação psicológica para voltar à ativa. Apesar da possibilidade do casal estar distanciado e intolerante, há perigo da mulher apresentar uma leve depressão devido à sua sensibilidade aflorada e ainda baixa auto-estima, por causa das mudanças no corpo. Nestes casos a sensibilidade do homem nunca é demais.
A técnica ambiental Nina Oliveira, de 50 anos, é casada há 21 e tem dois filhos. Seu primogênito nasceu quando passados apenas dois anos do enlace. Para ela, entretanto, a vida sexual do casal passou poucos problemas, algo que não pudesse ser contornado. “A privacidade fica comprometida, você tem que ter mais cuidado, não pode se empolgar a qualquer hora ou em qualquer cômodo da casa (risos)”, afirma. Ela conta ainda que o desgaste físico foi um dos maiores contras no seu caso, principalmente no primeiro ano de vida do bebê, onde a mãe acaba por se dedicar quase 100% ao filho. Quanto ao marido, Nina não acredita que houve intolerância. “O homem se sente um pouco excluído naturalmente, mas nada que uma boa conversa não conserte”, diz.
Diante de pequenos problemas ou atritos nestes casos, como contornar a situação? Luciana explica: “Para o homem, muito cuidado e muito carinho, lembrando que sexo não necessariamente envolve penetração. Nesta fase, a mulher fica mesmo mais sensível fisicamente. Elogios e carícias podem ser muito bem-vindos e se transformarem num estimulante para a relação do casal. É preciso adaptar-se ao corpo em transformação, tirar aquele pijama de amamentação e colocaralgo mais sexy. Pode parecer inimaginável, mas faz muito bem ao casal e acredite, a você também. Reserve um tempo para vocês e namore”, explica. A psicóloga completa ainda dizendo que é necessário acostumar-se ao sexo com interrupções, choros, amamentações e trocas de fraldas noturnas. “Parece que eles adivinham...”, brinca.
Nina também explica como fez para se adaptar ao novo estilo de vida ao lado da família. “Ensinei meus filhos a respeitarem os limites. Por exemplo, bater na porta do quarto antes de entrar”, afirma. De acordo com ela, outras boas estratégias são: esperar as crianças dormirem, tomar banho juntos e deixar as crianças na casa dos avós por algumas horas. “Depois dos filhos, nós nos sentimos mais unidos, cúmplices”, finaliza.


2 comentários:

Telma disse...

Elaine, que tema importante e difícil... Acho impossível não mudar. Lógico que não é a mesma coisa. Tem a amamentaçao, o cansaço, a falta de tempo, 30 min. a mais de sono, tanta coisa... Gostei muito do tema. Parabéns!

Elaine Cristina O.Redígolo disse...

existe muito a ser abordado sobre sexo, mas acaba virando tabu....

Quanto tempo falta para o natal?

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